MÉTODO AFP

Língua Portuguesa

3 casos de verdade do mesmo assunto, do jeito que a banca cobra. Em cada um: leia, escolha a sua resposta, e só então abra o que a lei diz.

O caso

Numa sexta-feira. Duas frases usam a mesma palavra: "O policial apreendeu a arma de fogo do suspeito" e "O comandante disse que o sargento é o braço direito da companhia".

Como se classifica o sentido em cada uma?

Por que essa é a resposta

A primeira é denotativa — sentido literal, próprio do dicionário.

Denotação é o sentido literal, o mesmo para qualquer leitor: arma de fogo é arma de fogo. Conotação é o sentido figurado, construído pelo contexto: "braço direito" transfere para a pessoa a ideia de apoio e confiança. Em texto oficial prefere-se a denotação, justamente porque ela não abre margem para leituras diferentes.

E por que as outras não servem

  • As duas são conotativas, porque há interpretação em ambas. A primeira usa as palavras no sentido próprio, literal — é denotativa.
  • A primeira é conotativa, por envolver linguagem técnica. Linguagem técnica não é sentido figurado: "arma de fogo" está empregada em seu sentido literal.
  • As duas são denotativas, porque descrevem fatos reais. "Braço direito" não é usado no sentido literal: trata-se de emprego conotativo.

O caso

Numa sexta-feira, na seção administrativa do quartel. Quatro frases de um mesmo documento: "Convidamos Vossa Senhoria a comparecer", "O relatório foi entregue a Sua Excelência o Governador", "Chamaram eu para depor" e "Deixe-me registrar a ocorrência".

Quais estão corretas?

Por que essa é a resposta

A primeira, a segunda e a quarta: "Vossa Senhoria" se usa falando com a pessoa.

A distinção que a prova cobra é Vossa para quem se fala e Sua para quem se fala a respeito — por isso "convidamos Vossa Senhoria" e "entregue a Sua Excelência o Governador". Já a terceira frase erra: pronome pessoal reto não funciona como objeto — o correto é "chamaram-me para depor". E "deixe-me registrar" está certo, com o oblíquo em função de objeto.

E por que as outras não servem

  • A terceira, porque "eu" é sujeito da ação de depor. Quem depõe é o sujeito de "depor", mas quem foi chamado é objeto do verbo chamar: chamaram-me.
  • A segunda está errada: deveria ser "Vossa Excelência". "Vossa" se usa quando se fala diretamente com a autoridade; falando dela, usa-se "Sua Excelência".
  • A quarta está errada: o correto seria "Deixe eu registrar". O pronome funciona como objeto do verbo deixar, exigindo a forma oblíqua "me".

O caso

Numa segunda-feira de manhã, na sala de aula do curso de formação, em Belo Horizonte, o instrutor Firmino escreveu quatro frases no quadro e pediu que a turma apontasse a única com a forma verbal correta. Eram elas: "Se eu ver o suspeito, comunico"; "Quando ele por a arma na mesa, avise"; "Se eu vier amanhã, trago o relatório"; e "Se ele querer, pode assinar".

Qual das quatro frases está correta?

Por que essa é a resposta

"Se eu vier amanhã, trago o relatório" — futuro do subjuntivo de vir.

Nos verbos irregulares o futuro do subjuntivo não coincide com o infinitivo pessoal, e é aí que nasce o erro. O futuro do subjuntivo de vir é vier; o de ver é vir (se eu vir o suspeito); o de pôr é puser (quando ele puser a arma); e o de querer é quiser (se ele quiser, pode assinar). Só a terceira frase está escrita na forma certa.

E por que as outras não servem

  • "Se eu ver o suspeito, comunico" — futuro do subjuntivo de ver. O futuro do subjuntivo de ver é vir: se eu vir o suspeito. A forma ver, ali, é infinitivo — e o infinitivo não entra depois de se com valor de condição futura.
  • "Quando ele por a arma na mesa, avise" — futuro do subjuntivo de pôr. O futuro do subjuntivo de pôr é puser: quando ele puser a arma na mesa. A forma escrita no quadro é o infinitivo sem acento, que ali não cabe.
  • "Se ele querer, pode assinar" — futuro do subjuntivo de querer. O futuro do subjuntivo de querer é quiser: se ele quiser, pode assinar. É o mesmo tipo de troca das duas anteriores — infinitivo no lugar da forma flexionada.

Onde isso cai na prova

Este ponto está no edital de CFS, CFSd, CHO, CFO.

Língua Portuguesa · Denotação e conotação · Emprego de nomes e pronomes · Emprego de tempos e modos verbais

De graça, antes de você sair

O que você acabou de fazer

Isso não é uma amostra escrita para o anúncio. É como todo ponto do edital do CFS · CFSd · CHO · CFO é escrito aqui dentro.

Em cada um deles, a mesma corrente — e ela nunca vem pela metade:

  1. O ponto do edital Cada item do seu edital vira uma aula própria. Nada de assunto genérico servindo a cinco concursos.
  2. A ocorrência A situação primeiro, como ela chega na rua ou no processo. Você decide antes de saber a regra.
  3. A lei seca O texto integral do dispositivo, conferido contra a fonte oficial. Sem paráfrase.
  4. A armadilha da banca A palavra que a banca troca para derrubar você — apontada dentro do artigo, com o certo e o errado lado a lado.
  5. A questão Questão da banca e questão nossa no mesmo ponto, cada uma com a origem declarada.
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